Cerca de 40 ativistas do Instituto Sea Shepherd Brasil realizaram no último sábado uma operação inédita no litoral norte do Rio Grande do Sul, entre Torres e Pinhal ao flagrarem quatro embarcações que realizavam pesca de arrastão a menos de 3 milhas da costa, o que é ilegal.
Os ambientalistas, que usaram helicóptero, dois aviões e um barco na operação, marcaram com tinta laranja os barcos Tartana Dourada e Talha Dourada (ambos de Santos-SP) e Amaral IX e Amaral X (de Itajaí-SC).
Mais dois barcos foram avistados antes de iniciar a pesca, mas para evitar a operação dos ambientalistas deslocaram-se até atingirem a distância legal.
‘‘O que pretendemos com as marcas de tinta é colaborar
com o Ibama e a Marinha, os órgãos ambientais que deveriam acabar com esse tipo de prática. O que os barcos estavam fazendo é crime ambiental e nós queremos que a lei seja cumprida’’, disse o diretor-técnico da entidade, Alexandre Castro.
‘‘Enviamos um relatório ao Ibama e, com as marcas, os barcos podem ser facilmente identificados quando retornarem aos seus respectivos portos’’, disse o diretor.

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