A ambientalista Tereza Urban, uma das ecologistas a participar do projeto nacional de Proteção das Reservas Ecológicas e Florestais do Paraná e Santa Catarina, estranhou que a área do IAP tenha sido vendida para particulares.
''Teoricamente o Estado não vende áreas. O que mais me parece estranho é o IAP vender área para terceiros. Não deveria vender, deveria proteger. De qualquer forma, quem comprou terá que respeitar o Decreto 250 que determina que a cobertura florestal ou vegetal destas áreas não pode ser alterada. Área em estágio de regeneração, vegetal ou florestal, nem pode ser mexida. Não pode ser feito desmatamento, nem manejo onde tem espécies em extinção -seja da flora, seja da fauna'', ponderou.
A ambientalista Laura Jesus de Moura e Costa, do Centro de Estudos, Defesa e Educação Ambiental, acredita que nem mesmo os areais deveriam ser mexidos. ''Na verdade, não existe o que impeça que a área desmatada seja mexida - mesmo que esteja no meio de uma Floresta de Mata Atlântica. Mas o ideal seria lutar para recuperar a área'', analisou. (L.P.)

mockup