Ambev vai priorizar exportações
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sábado, 01 de abril de 2000
Por Carla Jimenez 
São Paulo, 02 (AE) - A AmBev tem planos ambiciosos para expandir seus domínios no exterior. Para tanto, os líderes da nova companhia estão dispostos a fechar acordos de joint ventures ou mesmo adquirir cervejarias nos países vizinhos. "Nossa prioridade agora é o Mercosul", diz o co-presidente da AmBev, Victorio De Marchi.Atualmente a cerveja Brahma detém 15% do mercado da Argentina e 10% na Venezuela. "Faremos tudo com recursos próprios, que vamos obter com os ganhos de eficiência da fusão", acredita De Marchi.
A nova companhia faz planos ainda para tornar disponível o quanto antes o guaraná Antarctica no mercado externo. O acordo fechado com a Pepsi, que atua em 176 países, prevê a oferta do concentrado do refrigerante para os engarrafadores interessados em produzir o produto brasileiro. "Vai funcionar como uma franquia, em que receberemos um porcentual sobre as vendas", diz De Marchi. Parte desse porcentual será revertido pela AmBev como verba de marketing para divulgar o guaraná nos países em que ele for produzido, desde que o engarrafador entre com uma contrapartida.
Corona - A aposta dos líderes da AmBev é que o guaraná Antarctica seja um fenômeno parecido ao que a cerveja mexicana Corona foi no mundo. Tornou-se uma das primeiras cervejas estrangeiras nos Estados Unidos. "A cerveja Corona se aproveitou de um momento de curiosidade com os produtos mexicanos", diz Marcel Telles, co-presidente da AmBev. Para ele
o Brasil vive um momento semelhante ao do México no início da década.


