Amazonino diz que liminares desvalorizam a Manaus Saneamento
Manaus, 04 (AE) - O governador Amazonino Mendes (PFL/AM) disse hoje que as liminares concedidas pela Justiça , suspendendo o leilão de privatização da Manaus Saneamento S/A, prejudicam o Estado e desvalorizam a empresa. "Uma liminar às vésperas do leilão só contribuiu para desvalorizar a empresa e prejudicar o povo do Amazonas", afirmou Amazonino horas antes do próprio governo derrubar as duas últimas liminares que suspenderam a alienação dos ativos da empresa na Bolsa de Valores do Rio, hoje. A Comissão de Desestatização do Amazonas se reúne amanhã, em Manaus, para marcar uma nova data para o leilão.
As duas últimas liminares foram derrubadas ainda na noite de ontem e na manhã de hoje pela vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, Marinildes Mendonça. A Procuradoria Geral do Estado montou um plantão para entrar com recursos no caso da Justiça conceder mais liminares. O leilão já foi suspenso pela primeira vez em 15 de março.
A novidade agora é que as liminares não partem só dos políticos de oposição ao governo. O juiz Wellington José de Araújo, da Vara da Fazenda Pública, foi favorável a ação civil do Ministério Público Estadual e uma ação popular do Sindicato dos Urbanitários do Amazonas. As liminares cassadas argumentavam irregularidades no prazo de concessão da exploração do serviço e improbidade administrativa por acúmulo de cargos do presidente da Companhia de Saneamento do Amanzonas (Cosama), Frank Lima, também presidente da subsidiária Manaus Saneamento. Lima não retornou as ligações do Estado para falar sobre o caso.
O procurador geral do Estado, Jorge Pinho, disse que as liminares do juiz Wellington Araújo foram ofensivas ao governo, uma vez que o prazo de 72 horas para a manifestação não foi respeitado. "Contestamos pela inconstitucionalidade da matéria", disse o procurador.





