Londrina - Foi com um misto de irritação e profunda indignação, além de certa ironia, que o delegado chefe de Londrina, Márcio Amaro, comentou o levantamento realizado pela Divisão Policial do Interior (DPI) que colocou a 10ª Subdivisão Policial como a pior das 20 subdivisões policiais do Paraná. "Esse levantamento foi feito a distância. Houve uma visita de pessoas do DPI durante dois dias na delegacia e concluíram o relatório de forma precipitada", criticou o delegado.
No cargo desde janeiro de 2011, em substituição a Sérgio Barroso, Márcio Amaro não discorda de que a sede da 10ª SDP tem deficiências na estrutura física e o contingente operacional não é o ideal para que o trabalho de combate à criminalidade seja condizente com as necessidades de uma cidade do porte de Londrina e municípios da região. Só que para ele, a estrutura nas duas áreas deve ser provida pelo próprio governo. "Não sei qual foi o critério utilizado pelo DPI para fazer esse levantamento. Nós estamos gerenciando crises com relação à carceragem do Centro de Triagem que a cidade inteira está acompanhando. O prédio não é nosso, é da prefeitura. Como vou pedir para reformar um imóvel que não é meu? Se falta estrutura, quem tem que ver isso é Curitiba", salientou.
Ainda assim, Amaro disse que os índices relacionados à repressão ao crime na área de abrangência da 10ª SDP estão a seu favor. "Os números da criminalidade é que vão responder pelo nosso trabalho. Em três anos que estamos à frente da 10ª SDP, caíram os números de homicídios e de furtos, e nenhum caso de latrocínio ficou para trás", apontou.
De acordo com dados fornecidos pela Delegacia de Homicídios, de 2011 até o ano passado houve uma redução de 21% no número de assassinatos registrados pela Polícia Civil em Londrina. Foram 93 em 2011, ano em que Márcio Amaro assumiu a 10ª SDP, 111 em 2012 e 73 no ano passado. De janeiro até maio deste ano, houve 42 homicídios na cidade (uma média de 8,4 por mês). A Delegacia de Homicídios não contabiliza as mortes decorridas de confrontos entre policiais e infratores nem latrocínios (roubo seguido de morte). O superintendente da DH, Cláudio Santana, disse que os crimes de latrocínio registrados de 2011 até o ano passado foram 100% solucionados. E que a polícia ainda não registrou nenhum caso neste ano. "Faz três anos que vimos mantendo uma média de 67% de inquéritos concluídos relacionados a homicídios. E de 85% a 87% de casos com indícios de resolução", informou Santana.

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