Brasília, 26 (AE) - O porta-voz da Presidência da República, embaixador Sérgio Amaral, disse que os seis pontos definidos no encontro do presidente Fernando Henrique Cardoso com 26 dos 27 governadores, para aliviar as finanças dos Estados
representam o que o governo federal pode fazer, sem comprometer o programa de ajuste fiscal e sem reabrir os contratos das dívidas dos Estados. Segundo o porta-voz, durante o encontro, o presidente admitiu a possibilidade de os Estados participarem da elaboraçção do Programa Plurianual da União para o período 2000/2004. A justificativa do presidente é de que ficou claro no encontro que os problemas e soluções dos Estados e da União, de um modo geral, são comuns a todos. Ainda durante a reunião, segundo relato do porta-voz, os governadores manifestaram o interesse de realizar outros encontros com o presidente. Fernando Henrique concordou com a proposta e disse esperar que, no próximo encontro, todos os governadores estejam presentes. Na abertura do encontro, segundo o porta-voz, o presidente fez uma retrospectiva do Programa de Estabilização Econômica, ressaltando os ganhos produzidos pelo Plano Real, e a importância da preservação desses bens. Ele insistiu que a estabilidade econômica depende do ajuste fiscal e de uma solução para o problema previdenciário. Amaral disse que nenhum governador chegou a se exaltar na reunião. Segundo ele, a reunião foi " franca e aberta" e observaram-se divergências. "Mas todos os governadores que quiseram falar, falaram", disse. Segundo um dos participantes da reunião, o governador que foi "mais duro" nas exposição foi o do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, que levou um discurso escrito de três laudas. Neste discurso, Olívio reclamou das retaliações indevidas ao Rio Grande do Sul e defendeu a tese de que o Estado não está inadimplente. Olívio afirmou que os contratos de renegociação das dívidas estaduas incluiem cláusulas indignas que violentam a economia do Estado.

mockup