Londres - A amamentação materna de bebês, em vez do uso da mamadeira, ajuda a prevenir a síndrome da morte súbita, segundo um estudo médico divulgado no Reino Unido. O problema, cuja causa é desconhecida, provoca a morte inesperada e instantânea de bebês com menos de 1 ano, algo que nesse país custa a vida de pelo menos sete crianças por semana, segundo dados oficiais.
O estudo, publicado pela revista britânica de medicina ''Archives of Disease in Childhood'', foi realizado entre 1992 e 1995 na Noruega, na Suécia e na Dinamarca países nos quais a síndrome também é frequente , por uma equipe de médicos do hospital infantil Rai© nha Silvia de Gotemburgo (Suécia).
Depois de analisar os hábitos dos pais de 244 bebês que morreram de forma repentina e dos pais de 869 crianças que não morreram, os especialistas concluíram que a amamentação natural era mais frequente no último grupo.
Segundo o estudo, os bebês que são amamentados por menos de oito semanas correm o risco de morrer pela síndrome de três a cinco vezes mais que aqueles que são alimentados com leite materno durante pelo menos quatro meses.
O Reino Unido e os países escandinavos registram, junto à França, o índice mais alto de falecimentos pela síndrome da morte súbita na Europa. Segundo as estatísticas da Fundação para o Estudo da Morte de Bebês, a síndrome costuma afetar mais meninos e acontecem com frequência em famílias com problemas emocionais.
Por enquanto, não existe nenhum meio para combatê-la mas, segundo o estudo, é possível prevenir com algumas medidas, como criar o bebê com leite materno e manter a cabeça da criança sempre descoberta durante o sono.

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