A amamentação materna é uma poderosa arma na prevenção de alergias, sejam alimentares ou respiratórias. Segundo a nutricionista Sandra Maria Rodrigues Fernandes, de Londrina, a criança que toma leite materno no mínimo até os seis meses de vida tem menos chances de desenvolver alergias.
Além de possuir substâncias que oferecem proteção ao trato respiratório e gastrointestinal do bebê, o leite humano é constituído de proteína homóloga, ou seja, de mesma origem, que não causa alergias. O que não acontece com o leite de vaca.
Sandra lembra que, desde 1992, a Sociedade Americana de Pediatria recomenda que não se use leite de vaca na alimentação da criança até um ano de idade. Recomendação que vem sendo seguida por outras sociedades de pediatria regionais no Brasil.
A nutricionista explica que a mucosa intestinal do lactente é altamente permeável e a proteína do leite de vaca entra sem ser quebrada. Isto causa micro-hemorragias intestinais. ''Perdas microscópicas de sangue, que a mãe não vê, mas são contínuas e podem levar a uma anemia'', explica.
A indicação médica, segundo Sandra, é amamentar o bebê até os seis meses e a partir disso introduzir outros alimentos, mas continuar oferecendo o leite materno. No caso de mães que não conseguem amamentar, ou quando o bebê já tem um ano e tem alergia ao leite de vaca, é indicado a ingestão de fórmula láctea, um leite de vaca modificado industrialmente, com composição melhorada e mais adequada às necessidades da criança.
Segundo ela, é preciso ainda tomar cuidado com o leite ou extrato de soja, que também podem causar alergias em lactentes.
No caso de intolerância a lactose, o quadro é de diarréia, cólica e distensão abdominal. No caso de alergia, tanto a ingestão, como o contato, podem causar inchaços e vermelhidão. Mas a intolerância a lactose, diz a nutricionista, pode melhorar com o passar da idade: conforme a criança cresce, avança a maturidade do intestino. Já com a alergia, é preciso restrigir o alimento.(C.P.)

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