Brasília, 13 (AE) - O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo, defendeu hoje, durante conference call realizada pela AGÊNCIA ESTADO em parceria com a Wittel, que o Banco Central não deve explicitar regras sobre suas intervenções no mercado de câmbio. "O Banco Central agirá de forma discricionária e sem estabelecimento de regras para suas intervenções. Num regime de câmbio flutuante, o Banco Central reserva-se o direito de, a cada momento, estabelecer o momento mais adequado de fazer intervenções, sempre no espírito de minimizar oscilações em torno de uma trajetória do câmbio fixada pelos próprios fundamentos da economia", afirmou Amadeo.
Para o secretário, se a Autoridade Monetária e a equipe econômica do governo têm se reservado o direito de não explicitar regras, quando o assunto é intervenção no mercado de câmbio, por outro lado, o Banco Central têm feito um "enorme esforço" para aumentar a transparência das suas decisões. Como exemplo, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda citou a divulgação das atas das reuniões do Conselho de Política Monetária (Copom) e a publicação trimestral do relatório de inflação, onde, ainda segundo Amadeo, o Banco Central deixa "muito claro" qual é o cenário no qual está trabalhando para fixação da taxa de juros na economia brasileira.
"No que diz respeito a sua ação mais estrutural, de acordo com o modelo de metas de inflação, a transparência tem sido enorme, e este é um compromisso não só do BC como tem sido da equipe econômica como um todo", afirmou Amadeo.

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