Brasília, 17 (AE) - O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo, comemorou hoje a queda dos índices de preços. A inflação medida na segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) da Fundação Getúlio Vargas, apurada entre os dias 21 de janeiro e 10 de fevereiro, ficou em 0,15%, inferior em 0,95 ponto percentual à taxa medida no mesmo período do mês anterior. Também apresentou queda o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe). O IPC ficou em 0,18% contra 0,37% apurado no período anterior.
"Os índices de preços têm mostrado comportamento melhor do que o esperado", disse Amadeo. Segundo o secretário, esse comportamento resulta da queda do preço dos alimentos, com impacto positivo sobre a cesta básica. Também contribuiu para a baixa dos índices o item vestuário mas, nesse caso, Amadeo ressaltou que a queda é sazonal.
"Vamos ter taxas baixas em fevereiro e março", assegurou. Para o secretário, a queda no preço dos alimentos continuará pelos próximos dois a três meses. "Nós já prevíamos isso no nosso relatório", afirmou.
De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o IGPM vai fechar o mês de fevereiro com um índice bem próximo de zero, enquanto que o IGP-DI, que mede a variação entre o primeiro e o último dia do mês, deverá apresentar deflação. A principal causa foi o recuo dos preços agrícolas e também dos artigos de vestuário, que estão em queda por conta das liquidações de verão. Os preços subiram com relação aos remédios, o que acabou resultando em alta de 1,24% nos artigos de saúde e cuidados pessoais.
Resultado semelhante foi colhido pelo IPC da Fipe, com exceção do item saúde. De acordo com a Fipe, alimentação e saúde registraram índices negativos, enquanto educação e habitação subiram com relação à variação anterior. A pesquisa foi feita na segunda quadrissemana de fevereiro.

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