Alzheimer atinge cerca de 35 mil no PR
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quinta-feira, 21 de setembro de 2000
Michele Muller De Curitiba 
Uma projeção feita pela Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) aponta que existem, no Paraná, cerca de 35 mil pessoas portadoras da doença. No Brasil, o número chega a 1,2 milhão. Muitas não sabem que têm o mal e nunca procuram tratamento porque os sintomas são difíceis de diagnosticar, disse a médica Ivete Berkenbrok, membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. As características da doença foram expostas por ela ontem, durante palestra em Curitiba, que marcou o Dia Mundial de Alzheimer.
Ivete explicou que os sintomas são facilmente confundidos com atitudes típicas de pessoas idosas. As vítimas da doença sofrem de perda de memória, mudanças de comportamento, falta de controle sobre a sexualidade e agitação incomum. O problema é irreversível, mas esses sintomas podem ser aliviados com o tratamento médico.
Os remédios ajudam, mas não posso mais deixar minha mãe dez minutos sozinha. Precisei contratar uma enfermeira, pois ela pode fazer coisas irresponsáveis, como deixar o fogão ligado, disse Ari Cezar José Rocha. A mãe dele é portadora da doença.
Rocha está entre os familiares de vítimas da Alzheimer que chegam a desembolsar R$ 1.000,00 por mês para custear o tratamento. Somente os medicamentos custam cerca de R$ 300,00 e não duram mais que 30 dias. As consultas médicas podem ser feitas pelo Sistema Único de Sáude (SUS), mas os remédios não são fornecidos pelo Estado.
A estimativa da Abraz é de que 6% a 8% da população mundial com 65 anos sejam portadores da doença. Esse índice dobra a cada 10 anos. Outra projeção divulgada pela associação aponta que sintomas da doença são consequência do Alzheimer em pelo menos metade dos casos. As principais vítimas são mulheres idosas que têm histórico familiar do Mal ou da Síndrome de Down.


