BRASÍLIA - Cerca de 35 mil alunos da rede pública de ensino de dez Estados brasileiros e do Distrito Federal já começaram a ser treinados pelo Ministério da Saúde para atuar como agentes multiplicadores na prevenção de DST (doenças sexualmente transmissíveis) e Aids entre seus colegas de escola.
O programa vai atingir dez mil escolas de 1º e 2º graus. Foram escolhidos os Estados onde há maior incidência de casos de Aids no País (São Paulo, Santa Catarina, Bahia, Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Mato Grosso).
Na primeira etapa do programa, professores de escolas selecionadas pelas secretarias estaduais e municipais da Educação receberão treinamento sobre prevenção de DSTs e Aids e técnicas de dinâmica de grupo. Em seguida, esses professores identificarão alunos com perfil para se tornarem agentes multiplicadores. Os alunos escolhidos participarão de debates sobre sexualidade, drogas, DSTs, Aids, gravidez e formas de prevenção.
‘‘Caberá a esses alunos repassar o que aprenderam para outros colegas, amigos fora da escola e para o resto da família’’, afirmou Pedro Chequer, coordenador nacional do Programa de DST/Aids.
O Ministério da Saúde vai fazer esforço junto aos parlamentares com o objetivo de aprovar até maio projeto de lei complementar que legalizará os programas oficiais de troca de seringas. Hoje, a lei existente (6.368) é dúbia, porque caracteriza como crime qualquer ação que incentive o uso de drogas. E, dependendo do entendimento do juiz, a distribuição ou troca de seringas pode ser considerada incentivo ao consumo de entorpecentes.
No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, os juízes têm permitido que Organizações Não-Governamentais (ONGs) e secretarias da saúde ofereçam aos usuários de drogas a troca das seringas já utilizadas - e potencialmente contaminadas - por outras descartáveis.

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