São Paulo – Alunos da escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, voltaram nesta terça-feira (26) à rotina de atividades pedagógicas. Dos 1.058 alunos matriculados, 534 compareceram às atividades planejadas pelos professores para a acolhida, que contou com apresentação musical. Durante toda a semana serão desenvolvidas atividades de leitura de cartas de apoio enviadas à escola e exibição de filmes, seguidas de reflexão.

Escola Raul Brasil foi palco de massacre promovido por dois ex-alunos
Escola Raul Brasil foi palco de massacre promovido por dois ex-alunos | Foto: Johnny Morais/Futura Press/Estadão Conteúdo

As aulas foram suspensas no dia 13 deste mês, quando dois ex-alunos, de 17 e 25 anos, entraram na escola, armados, e atacaram estudantes e funcionários do colégio. Ao final, cinco estudantes, uma professora e uma funcionária administrativa, além dos dois atiradores, morreram. Antes da invasão, os atiradores mataram um empresário, tio de um deles.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, um dos momentos mais especiais nesta terça-feira foi a apresentação da Orquestra Locomotiva. Noventa músicos, entre crianças e adolescentes, fizeram um concerto com repertório dedicado à comunidade escolar.

“Estamos bem esperançosos, com muita vontade de voltar para a escola, de recomeçar. Estou abraçando muito os colegas, apoiando, principalmente para que eles não desistam. Os professores estão muito felizes em ver a gente de volta porque deu vida novamente para a escola”, disse a aluna e presidente do grêmio estudantil Beatriz de Souza, 16, conforme registro da secretaria de Educação.

Equipe do Cravi (Centro de Referência e Apoio à Vítima), da Secretaria Estadual de Justiça, continuam na Raul Brasil para oferecer atendimentos individuais e coletivos. Além disso, os serviços básicos de saúde, incluindo o Caps (Centro de Apoio Psicossocial), estarão disponíveis para alunos, funcionários, professores e familiares.

Na segunda (25), professores e funcionários da Raul Brasil receberam a equipe do Gepem (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral), que conta com pesquisadores da Unicamp (Universidade de Campinas) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista). Eles ajudaram os profissionais da escola a finalizar a organização da programação de retorno, que vinha sendo desenvolvida desde a semana passada. Cerca de 50 pessoas estiveram na escola.

Ainda não há data para o retorno das aulas. A medida será definida pela direção da escola a partir do trabalho com os alunos e professores nesta semana.(Com Folhapress)

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