Sorocaba, SP, 22 (AE) - Cerca de cem alunos do Programa Integrar de ensino fundamental e qualificação profissional, que funciona desde 1966 em Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo, realizaram hoje um ato público contra a redução de dois terços da verba pública repassada ao programa. Eles fizeram discursos e distribuíram panfletos em terminais de ônibus denunciando o corte na verba. Outras 18 cidades paulistas que têm unidades do programa também realizaram manifestações.
Para atender a esses núcleos, o Integrar recebeu este ano R$ 738 mil, contra os R$ 2,2 milhões do ano passado. A redução, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da Central Única de Trabalhadores (CUT), Egberto Della Bella Navarro, pode decretar o fim do programa. A entidade é responsável pela coordenação geral do Integrar, que atende trabalhadores desempregados com mais de 25 anos e tem duração de 12 meses. O certificado do curso, equivalente à conclusão do ensino fundamental, é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
Em Sorocaba, o programa tem 128 alunos. No Estado, já formou mais de 2 mil trabalhadores. Os recursos são provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), vinculado ao Ministério do Trabalho. Segundo a Secretaria Estadual de Emprego e Relações do Trabalho, que administra os recursos no Estado, toda a verba recebida do FAT para o programa foi repassada. O Conselho Deliberativo do FAT informou que houve uma redistribuição dos recursos para atender aos outros dez Estados que, desde o ano passado, se integraram ao programa.

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