Alunos promovem faxina no campus
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terça-feira, 15 de novembro de 2016
Auber Silva e Rafael Machado<br>Grupo Folha 
Estudantes contrários à ocupação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) vão promover uma faxina nos prédios do campus. Organizado no Facebook, o evento "Reconstruindo o que foi destruído" pretende remover pichações e outras manifestações gráficas espalhadas pela universidade, que tem espaços ocupados por universitários. Os participantes vão se reunir às 14 horas desta terça (15), em frente à capela ecumênica ao lado do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (Cesa). "A gente não quer conflito, só queremos fazer essa ação para mostrar o que achamos que é cuidar da UEL, já que o que eles têm feito não nos representa", disse uma das organizadoras do evento, a estudante Maria Vitória Carvalho.
O grupo também está recolhendo assinaturas para promover uma assembleia que possa rever a greve estudantil. Para tanto, segundo o estatuto do DCE da UEL, são necessárias as assinaturas de 5% dos estudantes de pelo menos 50% mais um do número total de cursos da UEL - atualmente, são 47 opções de graduação.
Em despacho publicado no último sábado (12), o juiz plantonista Luiz Valério dos Santos negou mandado de segurança impetrado por um grupo de estudantes que querem a retomada das aulas. Desde o dia 3, os estudantes que fazem parte do movimento de ocupação do campus estão em greve, decisão que foi acatada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel). Atualmente, estão ocupados a reitoria, a Rádio UEL FM, o Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca) e parte do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU).
O texto protocolado pelos estudantes Alessandro Rocha e Celso Toshiro Taguti Filho pedia a invalidade da assembleia que desencadeou a greve, a expedição de ofício para o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) para interromper reunião que possa suspender as atividades acadêmicas, garantia à segurança dos alunos contrários ao movimento e o direito de frequentar as aulas.
Em sua negativa à petição, o juiz elencou uma série de falhas formais e o fato de o mandado de segurança não se enquadrar nas hipóteses legais para o acionamento do plantão judiciário. O magistrado encaminhou a peça ao cartório distribuidor, que deverá apontar uma vara cível da cidade na quarta-feira (16), quando o expediente judiciário será retomado.


