Rio, 14 (AE) - Pelo menos 200 alunos ocuparam, hoje, o salão nobre no prédio onde funciona a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como forma de marcar o Dia Nacional em Defesa da Universidade Pública. O movimento, nacional, que conta com apoio de professores e servidores das instituições, teve como ponto principal contestar o projeto do Ministério da Educação de autonomia para universidades. A previsão é de que os estudantes saiam do prédio da reitoria da UFRJ amanhã (15) às 12h.
Os alunos chegaram ao campus, na Ilha do Fundão, por volta das 11h. O reitor José Henrique Vilhena deixou o prédio antes da chegada dos estudantes. Os jovens foram recebidos pelo chefe de gabinete do reitor, professor Claudio Murilo. Ficou acertado que os estudantes poderiam ocupar o salão nobre, onde são realizadas as reuniões do Conselho Universitário, por 24 horas. O salão nobre foi ornamentado com faixas de protesto contra a universidade, o MEC e o presidente Fernando Henrique Cardoso. Um funcionário da UFRJ, preocupado com a segurança, chamou a polícia.
Revoltados, alguns estudantes tentaram agredir o homem mas foram controlados pelos organizadores do movimento. Homens da Polícia Federal, uma delegada do DOPS e policiais militares estiveram no lugar, mas após uma conversa com os alunos foram embora. No encontro com o professor Claudio Murilo, os estudantes entregaram uma carta com uma série de reinvindicações. O primeiro item pede a revogação imediata da portaria nº 1658, de julho deste ano. O documento, assinado pelo reitor, proíbe a comercialização de bebidas alcóolicas dentro do Campi da UFRJ ou em qualquer prédio sob a administração da Universidade. Na portaria é também estabelecido que é proibida a realização de eventos festivos sem cunho institucional.
Os estudantes também pedem a reabertura imediata dos bandejões, maiores investimentos para cursos noturnos e abertura de concurso público para funcionários e professores. Houve também protesto na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã. Os alunos pediram um aumento de número de vagas para a insenção da taxa de incrição do vestibular. Através de uma liminar, 70 alunos conseguiram a isenção de taxas.

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