Alunos incentivam prevenção contra Aids
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quinta-feira, 20 de novembro de 2003
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 700 alunos de duas escolas estaduais de Curitiba participaram ontem de atividades relacionadas ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado no dia 1º de dezembro. Alunos de 5 a 8 séries utilizaram guache, cola, barbantes e outros materiais para decorar 680 pedaços de tecido com mensagens abordando a questão do preconceito contra os portadores do vírus HIV e incentivando a prevenção contra a doença.
As escolas estaduais Arlindo Carvalho de Amorim e Domingos Zanlorenzi foram escolhidas pelo Ministério da Saúde para a atividade em Curitiba. Os tecidos decorados pelos estudantes paranaenses serão reunidos ao de alunos dos outros 26 estados brasileiros, formando uma enorme colcha que será estendida na Praça dos Três Poderes, em Brasília, no dia 1º de dezembro.
As escolas foram escolhidas por já fazerem parte do programa piloto do Ministério da Saúde de prevenção da Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), que distribui preservativos nas salas de aula. ''Já temos um trabalho na área de educação há seis anos, junto aos alunos, professores e pais. Inclusive a resposta dos pais tem sido muito satisfatória. Eles já falam abertamente sobre o tema, sem mostrar tabus de ordem religiosa, por exemplo'', comemorou a diretora do colégio Domingos Zanlorenzi, Maria Cristina Laverdi.
Andressa Aparecida de Lima, que estuda na 5 série, ainda não tem aulas específicas sobre o assunto, mas já conversa com os pais sobre educação sexual. ''Os professores comentam às vezes algumas coisas. Mas em casa eu e meus pais conversamos sobre Aids e camisinha'', disse.
O principal tema da campanha é combater o preconceito contra os portadores de Aids. Segundo a coordenadora estadual do programa de DST/Aids da Secretaria de Estado da Sa© úde, Rita de Cássia Guimarães Esmanhoto, o nível de mortalidade dos infectados pelo HIV seria menor se não houvesse o preconceito. ''Já convivemos com a doença há 20 anos, e precisamos acabar com esse estigma, que não permite que a pessoa busque saber se está doente e tenha acesso aos medicamentos'', salientou Rita.


