Alunos ficam sem aula em dia de protesto
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de março de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Aproximadamente 10 mil professores e funcionários da rede pública estadual de ensino em Londrina vão cruzar os braços hoje, a partir das 9 horas. Em todo o Paraná, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (APP-Sindicato), são cerca de 90 mil docentes e servidores que paralisarão as atividades reivindicando a implantação de 33% da carga hora-atividade, melhora no sistema de saúde da categoria e ne carreira do servidor, reajuste de 14% para os funcionários das escolas e correção do salário com base no piso nacional, além de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação.
Em Londrina, o protesto ocorre no Calçadão, em frente ao Banco do Brasil. Segundo Nelson Antônio da Silva, diretor de comunicação do núcleo da APP-Sindicato em Londrina, pelo menos 90% dos profissionais devem participar da mobilização. De acordo com ele, as 77 escolas estaduais de Londrina não terão aulas.
''Contamos com uma participação efetiva dos professores e funcionários, inclusive no ato que será realizado no Centro. Além disso, instituições de outras cidades da região também não vão abrir as portas'', ressaltou.
Em Maringá, a manifestação vai acontecer na Praça Raposo Tavares. De lá, os docentes seguem em caminhada para o Núcleo Regional de Educação (NRE), na Avenida Carneiro Leão. Na Capital, o ato ocorre na Praça Santos Andrade, também a partir das 9 horas. Em seguida, será realizada uma passeata até o Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, no bairro Centro Cívico.
''A paralisação faz parte de uma chamada nacional. No restante do País, os docentes e servidores estão mobilizados nesta quarta (ontem), quinta (hoje) e sexta-feira (amanhã). Aqui no Paraná decidimos cruzar os braços no dia 15 e realizar ações e debates nas escolas'', explicou a presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho.
A Secretaria Estadual de Educação (Seed) informou que o secretário e vice-governador Flávio Arns vai se reunir ainda na manhã de hoje com representantes da APP-Sindicato. Entretanto, o conteúdo da discussão não foi divulgado.
Em nota, a Seed informou que ''o governo paga 20% a mais que o Piso Nacional dos Professores para os docentes que ingressam na carreira do quadro próprio do magistério. Enquanto o Piso Nacional foi definido em R$ 1.451, o Estado já paga R$ 1.748,06, para uma carga horária de 40 horas. Sobre a paralisação, o órgão ''ressalta que o direito do aluno em ter acesso às aulas, de acordo com a Lei, deve ser respeitado''.


