São Paulo A sexta edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com 1.876.387 participantes, será realizada hoje, das 13 horas às 18 horas, em 605 municípios de todo o País.
Voltado para os estudantes que estão concluindo ou já terminaram o ensino médio, o exame, além de ser uma referência para auto-avaliação, ainda é utilizado como modalidade alternativa ou complementar dos processos seletivos para o ingresso no ensino superior.
Em todo País, 434 instituições utilizam os resultados do Enem em seus vestibulares. A relação das escolas que usam o exame pode ser consultada no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pela elaboração da prova.
O exame é constituído por 63 questões de múltipla escolha e uma redação. A parte dos testes terão um valor de zero a cem pontos, de acordo com a soma dos acertos.
Na redação, que também vale de zero a cem pontos, o participante será avaliado em cinco competências: domínio de linguagens, compreensão de fenômenos, enfrentamento de situações-problema, construção de argumentações e elaboração de propostas de intervenção na realidade.
Além da nota geral da redação, cada uma destas cinco competências também terá uma nota de zero a cem. O participante que fugir do tema ou da estrutura solicitada terá a redação desconsiderada.
Pela primeira vez uma turma de 33 presos da Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, participará do Enem. Do total de 543 internos na unidade, 119 estudam, mas apenas 22% aceitaram ter seus desempenhos avaliados.
As provas serão aplicadas dentro das dependências da penitenciária de segurança máxima e serão acompanhadas por uma pedagoga. ''É possível encontrar ensino de boa qualidade dentro do sistema penitenciário, pois esta é uma das preocupações da secretaria', disse o secretário da Justiça e da Cidadania, Aldo Parzianello.
Em Londrina, as provas serão realizadas em três locais: no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e nas escolas estaduais Hugo Simas e Marcelino Champagnat.

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