São Paulo – A dois meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ainda há margem para corrigir ou melhorar a rota de estudo dos candidatos - basta haver planejamento. De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, um pouco de disciplina e treino, sem abrir mão de diversão, pode ajudar os alunos no teste, que é porta de entrada para universidades e ocorre nos dias 5 e 6 de novembro.
"O aluno precisa, necessariamente, organizar seu tempo de estudo. Nesta fase, não deve ficar virando noites em baladas, na frente da TV ou internet, para que ele adquira um ritmo", afirma Saray Azenha, diretora do curso Oficina do Estudante. Para ela, fazer um checklist com temas prioritários também é essencial. "Ele precisa ter a noção clara do que já possui de conhecimento e do que falta dominar melhor para aprimorar-se no que precisar", afirma.
"Simular os desafios da prova dá mais experiência ao candidato. Nesse período, ele deve fazer uma redação por semana, pelo menos. São quase oito semanas pela frente, então esse treino para a redação é muito importante", afirma Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora pedagógica do Colégio Objetivo. "A chave é aprender a dosar o tempo de prova. Então, tente resolver os simulados no tempo do Enem para, por exemplo, não perder 15 minutos em uma questão", diz. "Se não tiver um simulado previsto na sua escola ou cursinho, refaça os dois últimos anos do Enem para ter uma noção."
Apesar de o "desperdício" de tempo não ser recomendado com 60 dias para a prova, o candidato não deve abdicar da vida social. "Os estudantes precisam exercitar-se fisicamente, fazer esportes. Isso fará bem para a mente do jovem; o sistema nervoso central libera hormônios que, na corrente sanguínea, ajudam a acabar com o mau humor, como a serotonina e a endorfina", declara a diretora Saray Azenha. "É bom lembrar que a preparação e a realização das provas são verdadeiras maratonas."

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