Colégio Estadual Albino Feijó Sanches foi o primeiro a ser ocupado em Londrina, há uma semana
Colégio Estadual Albino Feijó Sanches foi o primeiro a ser ocupado em Londrina, há uma semana | Foto: Marcos Zanutto



Os alunos que ocupavam o Colégio Estadual Albino Feijó Sanches, localizado na zona sul de Londrina, deixaram a escola no início da noite desta sexta-feira (14) após recebem notificação sobre a reintegração de posse concedida pela Justiça ao Estado. A reportagem tentou contato com a chefe do Núcleo Regional de Educação em Londrina, Lucia Cortez, e com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), mas não obteve sucesso.
Conforme dados da Secretaria de Estado da Educação (Seed), cerca de 300 colégios estão ocupados e 280 mil alunos estão sem aula. Segundo o Movimento Ocupa Londrina, o número de escolas ocupadas chega a 420 no Estado, sendo 20 em Londrina.
A partir de segunda-feira (17), professores da rede estadual iniciam greve por tempo indeterminado. Uma assembleia estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), realizada na quarta (12), com a presença de 2 mil educadores, em Curitiba, definiu a paralisação. Conforme informações divulgadas pela APP-Sindicato, o principal motivo para a greve é o não pagamento da data-base em janeiro de 2017 anunciado pelo governo.
Em nota, a Seed reiterou que tem mantido o diálogo aberto, com a realização de reuniões periódicas na secretaria e na Casa Civil. Sobre o calendário escolar, conforme a Seed, as reposições devem avançar até 2017, pois as aulas deste ano terminam em 21 de dezembro, devido às duas paralisações de 2015. Um novo encontro está marcado para quarta-feira (19). No mesmo dia, uma nova reunião do comando de greve vai avaliar a convocação de uma assembleia.

UNIVERSIDADES
Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) também vão cruzar os braços. As aulas ficarão suspensas de segunda (17) a quarta (19). Na quinta (20), uma nova assembleia deve definir as próximas mobilizações.
Segundo o Sindicado dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel), docentes da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) de Bandeirantes e Apucarana também decidiram parar pelo mesmo período. Também haverá paralisações na Unespar de Campo Mourão, Curitiba, Paranaguá e União da Vitória e na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

VESTIBULAR
A Coordenadoria de Processos de Seleção (CPS) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) decidiu adiar a realização do Vestibular EaD (Ensino a Distância) 2016, marcado para este domingo (16) em 31 cidades. A decisão se deve à ocupação de escolas da rede estadual que seriam utilizadas para as provas. O vestibular tem 3.618 inscritos concorrendo a 2.620 vagas.

SERVIDORES
O Sindicato dos Servidores Públicos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel Sindicato) também decidiu entrar em greve a partir de segunda-feira (17). Apenas setores prioritários, como a urgência e emergência do HU, Hospital das Clínicas e Hospital Veterinário, terão as atividades mantidas.

POLICIAIS
O Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol) decidiu entrar em greve a partir desta segunda (17). De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região, Michel Franco, várias assembleias foram realizadas desde a última segunda-feira (10).

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