A Secretaria de Educação de Londrina começará a planejar, ainda este ano, um projeto para a compra de uniformes escolares aos alunos da Rede Municipal de Ensino, para serem usados a partir de 2015.

As crianças ganharam o vestuário padronizado em 2010 e 2011, em dois dos quatro anos da gestão do prefeito cassado Barbosa Neto (PDT). A atual administração evitou a aquisição dos uniformes no ano passado por conta das dificuldades financeiras e das duas ações, atualmente tramitando na Justiça, que têm como alvo a licitação aberta na época de Barbosa para a compra das roupas. O Ministério Público (MP) encontrou indícios de superfaturamento no processo.

Já sobre a compra do novo uniforme, a secretária de Educação, Janet Thomas, destacou que o projeto vai obedecer um parecer da Procuradoria Jurídica do Município. "Não será uma iniciativa assistencialista, mas uma justificativa para melhorar a segurança e a integridade física da criança. É o que pede o parecer do procurador. Pretendemos comprar camisetas, para que o aluno seja identificado, e jaquetas, para que ele não sinta frio", destacou.

Relembre o caso:

Em 2010, o município gastou cerca de R$ 7,5 milhões com os uniformes, 50% a mais que o necessário, segundo as investigações do Ministério Público. O MP também contestou o fato de a prefeitura ter pegado 'carona' em uma licitação da Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP) para adquirir o material. Dezoito pessoas foram denunciadas, entre elas Barbosa Neto e o vice dele, José Joaquim Ribeiro, que confessou ter recebido R$ 150 mil em propina para favorecer a empresa fornecedora dos vestuários.

As investigações do MP fizeram com que parte dos uniformes ficasse "encalhada" em escolas e depósitos da prefeitura. São quase 17 mil peças, entre camisetas, bermudas, meias e tênis. A Procuradoria Jurídica emitiu novo parecer nesta semana sobre o caso e autorizou a distribuição do material às crianças da Rede Municipal que ainda não o têm.

A secretária de Educação confirmou que a distribuição vai começar a ser feita na próxima semana. Ela lembrou, ainda, que parte das peças - estocadas nas escolas e depósitos - não foi comprada pelo município. "Vamos fazer um levantamento, devolver o material não adquirido às empresas e distribuir o restante. Cada diretoria de escola terá autonomia para selecionar os alunos que irão receber as roupas", explicou.

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