São Paulo, 22 (AE) - O preço do aluguel de imóveis populares caiu 8,71% em maio, após recuar 21,7% em abril. Essa é a primeira queda concecutiva registrada desde 85 pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci).
Segundo o presidente da entidade, Roberto Capuano, o recuo se deve há uma dupla demanda caracterizada pela classe média, que subtituiu a locação mais cara pela mais barata e, pelo aumento da procura do público da classe popular por este tipo de imóvel. Enquanto isso, a oferta de imóveis continua estática. Houve ainda um aumento do número das devoluções de chave, que atingiram 74,7% em maio contra 70% de abril.
De acordo com Capuano, o conjunto destes dados resultaram na queda do aluguel de imóveis populares e apontam claramente a incapacidade de pagamento. A pesquisa do Creci mostra ainda que o número global de locações caiu 4,53% em maio em sobre abril. Em relação aos apartamentos de bairros mais nobres o preço do aluguel subiu 9,75% na zona A (Alto de Pinheiros, Cidade Jardim, Jardins) e 11,36% na zona B (Aclimação, Brooklin, Cerqueira César, entre outros).
O mercado de compra e venda ficou estável em maio. As 449 imobiliárias pesquisadas venderam 283 casas e apartamentos, mesmo número de negócios registrado em abril. Nos meses de março
abril e maio, porém, as vendas na capital paulista acumulam queda de 18,26%. O presidente do Creci diz que o resultado da pesquisa mostra que tanto a classe popular como a classe média não estão conseguindo pagar aluguel.
Segundo Capuano, há necessidade, portanto, de que se crie um programa de aluguel subsidiário priorizando o aposentado da 3ª idade, isso porque, segundo ele, grande parte dessa população recebe até dois salários mínimos, o que inviabiliza a locação de um imóvel na cidade de São Paulo, já que o aluguel mais barato está na faixa dos R$ 180,00.

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