Alternativa ao Proex começa a ser discutida
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quinta-feira, 18 de março de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 19 (AE) - Uma alternativa ao Programa de Financiamento às Exportações (Proex) começa a ser discutida por empresários de comércio exterior. Caso ocorra uma derrota do governo na Organização Mundial do Comércio (OMC) no caso da Embraer, o Proex voltaria a ser contestado e as exportações brasileiras prejudicadas. "Se o Proex for condenado, e acho que será, precisamos uma fórmula para estimular as exportações", disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Comércio Exterior, José Ulysses Vieira Coutinho, que trabalhará junto de representantes da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).
De acordo com Coutinho, um fundo de estímulo às exportações, nos moldes do extinto Finex, seria o melhor caminho a ser adotado. O problema é que a Constituição de 1988 proíbe fundos desse tipo. Mas Coutinho já tem agendada uma reunião com o jurista paulista Ives Gandra da Silva na primeira quinzena de abril, para discutir como lidar com os obstáculos impostos pela atual legislação.
"O comércio exterior deveria ser considerado à parte da economia em geral", disse Coutinho, explicando que, a cada nova legislação voltada para o mercado, o comércio exterior tem dificuldades de adaptação. "O País ainda é muito voltado ao mercado interno", acrescentou, ponderando, no entanto, que uma balança de pagamentos favorável é o grande desafio atual do governo federal.
Linhas de Financiamento - Até o próximo dia 10 de abril, Coutinho espera o aumento da oferta de linhas de financiamento às exportações. No momento, ele já detectou sinais positivos em conversas, embora ainda não tenham sido abertas novas linhas de crédito. "A situação atual é melhor do que há um mês", disse o executivo, explicando que a credibilidade do País no exterior melhorou após a viagem da equipe econômica.
Segundo ele, três bancos pequenos da Flórida estão prestes a abrir linhas de financiamento, que somam US$ 40 milhões. Os grandes bancos, no entanto, estariam mais cautelosos
embora tenham prometido manter as linhas de crédito existentes em fevereiro, o que já seria algo positivo.


