Carmem Murara
De Curitiba
O aumento do preço do óleo diesel anunciado pelo governo federal e que entrou em vigor à meia-noite provocou em todo o País uma mobilização de caminhoneiros. Eles passaram o dia de ontem articulando um segundo bloqueio nas rodovias em todo o País. O boato de nova paralisação se espalhou com facilidade pelos postos de combustíveis e centrais de frete e deixou muito motorista confuso. O Sindicato dos Caminhoneiros (Sindicam) passou o dia atendendo telefonemas de motoristas que perguntavam se deviam ou não estacionar os caminhões ao longo das estradas.
O Sindicam informou aos caminhoneiros que não havia qualquer orientação oficial para se reiniciar o movimento, que terminou na sexta-feira passada e que chegou a paralisar quase toda a economia nacional. ‘‘O sindicato não está organizando nada, mas damos apoio a qualquer movimento que seja justo’’, afirmou ontem o presidente do Sindicam, Diumar Cunha Bueno.
Mas Bueno confirmou a mobilização no Estado. ‘‘Os caminhoneiros pediram ao sindicato para parar e vão promover paralisações por conta do pré-anúncio do aumento dos combustíveis’’, afirmou o presidente sindical. Ele não descartava a hipótese de haver bloqueio de rodovias a partir da meia-noite de ontem.
Os pontos onde havia maior mobilização e revolta dos caminhoneiros eram entre Foz do Iguaçu e Cascavel, Ponta Grossa (BR-277), Londrina e entre Cajati e São Paulo (BR-116), segundo informou o Sindicam. Caminhoneiros que estavam nestes trechos rodoviários ou em postos de combustíveis telefonaram ao sindicato manifestando o interesse em parar.
O grupo de caminhoneiros que segue a linha do recém-eleito líder da categoria, Nélio Botelho, descartou nova paralisação nos próximos três meses. ‘‘O acordo assinado entre motoristas e governo dava um prazo de 90 dias para que os itens da pauta fossem cumpridos’’, afirmou o agenciador de carga Rildo de Lima Luz. Ele trabalha junto com André Felisberto, coordenador das manifestações na região de Curitiba.Descontente com o reajuste do combustível, categoria começou ontem a se mobilizar e ameaça parar as rodovias a qualquer momento
Arquivo FolhaAmeaçaCaminhoneiros podem voltar a parar, a exemplo do que ocorreu semana passada, prejudicando a economia do País

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