Havana, 19 (AE-AP) - O caso de Maradona não é dos piores já tratados em Cuba. O diagnóstico é do médico Joel Quesada, chefe da equipe interdisciplinar que atende ao astro argentino. Falando a uma emissora de rádio da Argentina, Quesada não quis fazer um prognóstico sobre o tempo de duração do tratamento do ex-craque, mas disse que "as porcentagens de eficácia aumentam na proporção no tempo do tratamento".
Segundo ele, os resultados do tratamento dependem do próprio Maradona. "Em alguns casos, com três meses de trabalho é possível recuperar um bom grau de maturidade e auto-estima do paciente." Quesada destacou que a presença da família junto de Maradona é importante nesta hora. "Trabalhamos sobre todos os valores humanos e a família tem elementos para apoiar decisivamente o paciente enquanto ele necessitar."
Quesada informou que, paralelamente ao tratamento psíquico, Maradona está sendo avaliado por professores cubanos para tratar seu problema de saúde e melhorar sua condição física. Essa avaliação está sendo feita na clínica La Pradera, na capital cubana.
Maradona chegou a Havana nesta terça-feira, acompanhado da mulher, das filhas e do empresário Guillermo Coppola, que tem prisão pedida no Uruguai. Segundo a promotora Cristina García, de Punta del Este, Coppola obstruiu as investigações da Justiça uruguaia no período em que Maradona esteve internado no país, por causa de uma overdose de cocaína.
Para Cristina, Coppola mentiu à juíza Adriana de los Santos quando negou que o argentino Carlos Ferro Vieira estivesse junto com Maradona quando o astro sofreu a crise de hipertensão e arritmia, que acarretou sua internação. Ferro Vieira é um dos suspeitos de terem fornecido a droga a Maradona.

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