Alta competividade exige dedicação, diz jurista
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
Londrina - ''O bom advogado deve ser persistente, dedicado, ler e trabalhar muito. Além disso, deve ter amor pelo o que faz.'' O conselho é do professor, advogado e membro de Comissões de Reforma do Sistema Criminal do Brasil, René Dotti, para quem uma das principais características do mercado da advocacia, segundo ele, é a alta competitividade. Dotti falou sobre o tema no 7º Encontro de Jovens Advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Londrina, que termina hoje.
Dados da OAB-PR mostram que o Estado conta com mais de 40 mil advogados ativos. No Brasil, são mais 700 mil profissionais. Para Dotti, essa realidade gera uma concorrência desleal. Para se ter uma ideia, de acordo com o advogado, não há no mundo um País que tenha um terço do número de cursos oferecidos no Brasil. ''É uma quantidade imensa. Muitas instituições caracterizam-se apenas como redutos comerciais. São usinas de diplomas. Isso faz com que a profissão seja massificada e banalizada'', criticou o advogado
Dotti recomenda que os três primeiros anos do curso devem ser dedicados ao estudo da teoria, dos fundamentos e dos princípios do Direito. ''Muitos estudantes acreditam que devem fazer estágio logo no primeiro ano. É um equívoco. Somente no quarto ou quinto ano devem pensar em estágio'', orienta.
Apontou ainda que o uso excessivo da internet prejudica a formação. ''A juventude está deixando de lado a leitura dos clássicos de Direito por causa da internet. Os universitários estão lendo muito menos, o que é preocupante'', destaca o advogado.
O advogado também defendeu o exame da OAB para o exercício da profissão. A exigência foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira. ''Ter o diploma de uma faculdade não significa que está apto para exercer a profissão'', ressaltou.


