Aloysio condena 'intransigência' dos juízes federais
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2000
Por Tânia Monteiro e Isabel Braga 
Brasília, 25 (AE) - O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Aloysio Nunes Ferreira, condenou a "intransigência" dos juízes federais em insistir na realização da greve da categoria por melhores salários. "(A greve) é impensável porque os juízes não são funcionários públicos e sim titulares de um poder", disse o ministro. "Como um poder de Estado pode fazer greve?", indagou. Ferreira acrescentou que, na opinião dele, uma greve de juízes é algo é tão "difícil de imaginar" como uma paralisação no Legislativo, dos parlamentares. O ministro salientou, entretanto, que ainda apostava numa solução que barrasse o movimento grevista, com início marcado para segunda-feira (28). "Os juízes são maduros e é o decoro da magistratura que está em jogo", argumentou.
Interlocutores do presidente Fernando Henrique Cardoso comentaram hoje que ele estava "preocupado" com a falta de uma solução para a greve e com o fato de "uma instituição estar se expondo". "O presidente está preocupado com a ordem institucional no País, é um poder de Estado que vai deixar de funcionar", comentou um assessor, acrescentando: "Mas o que ele pode fazer?"
O auxiliar enfatizou que Fernando Henrique fez ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Velloso, a oferta de editar medida provisória (MP) garantindo o abono salarial para os juízes.
"Mas o próprio Supremo disse que não era constitucional", comentou um assessor palaciano. "Agora, a solução ficou a cargo do Supremo."


