Almoço mineiro com um toque de solidariedade
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domingo, 05 de maio de 2013
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Londrina - Saborear um almoço com iguarias mineiras por si só já dá água na boca. Se for para comer sabendo que a renda dele será revertida para duas entidades que cuidam da prevenção e do tratamento de dependentes químicos é melhor ainda. Foi o que fizeram os alunos do 3º ano matutino de Gastronomia da UniFil. Eles aproveitaram a necessidade de preparar um almoço ou um jantar para várias pessoas para realizar algo de caráter beneficente. O almoço mineiro foi servido ontem na Comunidade Evangélica Água Viva, na Avenida Robert Koch (zona leste). Cerca de 130 convites foram vendidos a R$ 20 cada. Com o dinheiro arrecadado, eles compraram os ingredientes e o restante foi revertido para a Procuid - Apoio e Prevenção de Dependentes Químicos e para a Amireve - Casa de Recuperação.
A ideia de fazer o almoço beneficente em prol dessas entidades partiu da aluna Angelita Ratschinski Souza. Ela já prepara habitualmente 150 refeições às segundas-feiras para ser distribuída entre a comunidade carente do Jardim Ideal, mas viu nessa obrigação do curso de gastronomia uma oportunidade para ajudar entidades voltadas à prevenção e tratamento da dependência química.
Para o presidente da Associação Não Uso Drogas, Diarley Willians, responsável pela Procuid, a inciativa do almoço beneficente foi uma boa surpresa. "Nós que trabalhamos no terceiro setor sentimos uma dificuldade muito grande em arrecadar dinheiro, já que somos uma entidade sem fins lucrativos", destacou.
Segundo a profissional de marketing da UniFil, Vivian Venâncio, o principal objetivo do almoço foi justamente esse, pois trata-se de uma questão social e que atinge não só as pessoas envolvidas no projeto, mas toda Londrina. "Eu tenho parentes que foram dependentes químicos e graças a Deus estão recuperados, mas é muito raro quem consegue sair desse vício", destacou.
O pastor Sérgio Siqueira, da Comunidade Água Viva, destacou que o exemplo dos alunos da UniFil deveria ser seguido por todas as pessoas, independentemente da religião que seguem. "É uma comunhão em busca da responsabilidade social. Com essas iniciativas a gente está transformando vidas. Nós já fornecemos um sopão para moradores de rua todas as segundas-feiras. Unidos podemos fazer a diferença", enalteceu.
Para a estudante de gastronomia, Kemellin Soares, poder ajudar pessoas fazendo o que gosta é muito bom. "Quando a gente vê a comida sendo servida dá um orgulho muito grande", destacou. Seu colega Bruno Amorim só conhecia as necessidades dos dependentes químicos pelos jornais, mas nunca tinha ido a um centro de recuperação. "É gratificante saber que nosso trabalho pode ajudar a quebrar esse processo de dependência", comemorou.
O cardápio foi bastante apreciado pelos convidados. O corretor de imóveis Júlio Brunetti, de 57 anos, elogiou o almoço. "Estava tudo muito bom, muito bem organizado." A dona de casa Siléa dos Santos adorou a banana empanada e o arroz carreteiro. "É muito bom saborear e saber que a renda será encaminhada a um projeto contra as drogas", destacou.


