Maceió, 14 (AE) - A Associação dos Magistrados de Alagoas (Almagis) reúne em sua sede, na segunda-feira (20), mais de cem entidades que irão subscrever o anteprojeto de lei propondo o fim do nepotismo em cargo de comissão nos três poderes. "Nosso objetivo é mobilizar essas entidades e conseguir mais de 10 mil assinaturas para pressionar os deputados a aprovarem o nosso projeto de lei de combate ao nepotismo", afirmou o juiz Marcelo Tadeu Lopes, diretor da Almagis.
O projeto dos magistrados conta com o apoio do deputado estadual Paulo Fernando dos Santos (PT), que manteve contato com a presidente da Almagis, juíza Nelma Padilha, pondo-se à disposição da associação para levar à frente o projeto, dependendo a tramitação no Poder Legislativo. "Reconhecemos que o nepotismo está encastelado nos três poderes, nos Estados e no governo federal; é uma praga que ameaça a democracia, e precisa ser combatida", afirmou o deputado.
Tadeu disse que o anteprojeto de lei, além de propor o fim do nepotismo, vai exigir a extinção de todo os cargos fora das finalidades específicas de funções comissionadas. "Em Alagoas, temos cargos de comissão de diretor de diretoria, que pode ser exercido por qualquer profissional, de servente de pedreiro a engenheiro", afirmou o magistrado. Segundo ele, o projeto prevê também combate às "indicações terceirizadas".
"Temos de acabar com esse troca-troca: o desembargador indica o filho de outro desembargador para o cargo, e, como retribuição, tem filho indicado por seu colega de magistratura"
exemplifica Tadeu, acrescentando que essa prática não é exclusividade do Judiciário.
Segundo o juiz, essa permuta vem acontecendo com cargos entre o governo do Estado e a Prefeitura de Maceió, os dois Executivos controlado pelo PSB do governador Ronaldo Lessa.

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