Curitiba Ao chegar ao Brasil, a primeira sensação de Danielle e seu pai, Edgar, foi de alívio. Seguida de revolta. O passaporte da moça, havia sido carimbado com uma cruz, o que significa ''persona non grata''. Ela havia sido proibida de entrar na comunidade européia nos próximos quatro meses. ''Fui culpada por uma coisa que as outras mulheres fazem e que eu não tenho nada a ver'', desabafa Danielle. Ela disse ter sido tratada por uma empresa de turismo incompetente e reclama da falta de informações do Consulado de Portugal e da postura dos oficiais. ''Quer dizer que mulher sozinha não pode viajar?'', questiona, sentido-se vítima de discriminação por ser do sexo feminino e de uma ''febre antiprostituição''.
O pai de Danielle, Edgar, procurou a Defesa do Consumidor e vai encaminhar um manifesto ao Ministério da Justiça. Ele quer que os portugueses sejam recebidos da mesma forma como lidaram com Danielle, como prevê a igualdade de tratamento prevista na Constituição. Em caso semelhante recente, estadunidenses foram obrigados a passar por fiscalização específica ao desembarcar nos aeroportos tupiniquins, como aconteceu com brasileiros nos Estados Unidos, após um juiz brasileiro ter deferido manifesto parecido no ano passado.
Edgar vai cobrar da empresa de turismo o valor da passagem, de R$ 3,6 mil, e, pretende responsabilizar o governo português por danos morais. (C.Y.)

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