Alívio de dores com terapia neurorreflexa
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de maio de 2010
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Dores nas costas, principalmente na região lombar, e nas pernas eram uma constante na vida da auxiliar de enfermagem Delfina Balduíno dos Santos, de 52 anos, de Londrina. Isso por conta do trabalho na maior parte do tempo em pé e dos longos plantões, de 12 horas, no hospital onde atua.
Com profissão diferente, mas tão desgastante quanto, a pecuarista Sandra Navarro, também sofria com dores nos joelhos e nos ombros. ''Tenho um dia de trabalho meio 'cruel', faço movimentos pesados, bruscos, e não ando em terrenos regulares'', conta.
As duas buscaram alívio para as dores durante muito tempo, e, hoje, o que elas têm em comum é que encontraram a solução com a terapia neurorreflexa (TNR).
Na segunda sessão da terapia, Delfina, que buscava alívio há anos, já sentia ''muita diferença''. ''Antes não conseguia sentar ou andar direito e agora não estou sentindo mais dor, estou leve'', diz.
A sessão começa com o criador da técnica, o professor Ramón Angel Tambucho Conde, do Uruguai e radicado no Brasil há alguns anos, mostrando a flexibilidade das pernas e dos braços de Delfina. O limite é a falta de dor, por isso, há pouca flexibilidade. Depois, ele aplica as placas terapêuticas QHZ, e surpreendentemente a flexibilidade dela aumenta e o alongamento é maior. O especialista também faz vários movimentos nas pernas e nos braços, o que relaxa ainda mais sua musculatura. Para Delfina, é alívio das dores.
O princípio da terapia neurorreflexa, segundo Conde, é estimular determinados pontos do corpo com auxílio de um compressor de madeira ou de marfim, ou ainda com as placas QHZ, de borracha, que possuem vários pontos cônicos elevados. Esses estímulos, explica, ''ativam reações físicas positivas'', que vão auxiliar na vasodilatação, no relaxamento muscular e na liberação de substâncias naturais ''importantes no processo de alívio da dor'', como a endorfina. ''Em contato com a pele, esses pontos são capazes de produzir estímulos sem que haja lesões, proporcionando assim, reações físicas e químicas no corpo'', ressalta.
Em conjunto com a terapia, ele e sua equipe utilizam no tratamento de alívio da dor técnicas da medicina tradicional (alopática) e fisioterapia. Como a dor não tem origem somente em um determinado local, explica o especialista, a ideia é atuar de forma conjunta, com terapia multidisciplinar, ''para obter um resultado integral''. A vantagem do método, aponta, é que não existem contraindicações, nem efeitos colaterais.
Para Sandra, que passou pela terapia no ano passado e voltou este ano, há quatro sessões, a impressão é de reequilíbrio. ''Meu joelho desinchou, e não sinto mais dores. Minha flexibilidade aumenta depois das sessões, mas o que eu mais sinto é que estou com uma postura muito melhor, com o corpo todo alinhado'', afirma.


