São Paulo, 19 (AE) - Os alimentos e os artigos de vestuário foram decisivos para que o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) ficasse em 0,12% na segunda quadrissemana de maio, surpreendendo os economistas da instituição. Na segunda prévia deste mês, a queda dos preços médios dos alimentos aprofundou-se
influenciada produtos industrializados, semi-elaborados e in natura. A queda nos preços dos alimentos foi de 1,68%, ante um recuo 1,42% na semana anterior.
"A minha expectativa era que já houvesse uma recuperação dos preços dos semi-elaborados", diz o coordenador do IPC da Fipe, Heron do Carmo. Mas, por conta da boa safra de grãos e da reversão nos aumentos provocados pelas mudanças no câmbio, as cotações médias dos alimentos recuaram.
Também os produtos in natura tiveram retração de 0,99% nos preços. A laranja, por exemplo, ficou 11,10% mais barata, alface (-12%), ovos (-3,06%), maçã (5,90), entre outros.
No caso dos artigos de vestuário, a expecativa de Heron era que os preços continuassem subindo ainda na segunda quadrissemana num ritmo maior, mas isso não ocorreu. O vestuário teve alta de 4,12% na segunda prévia do mês, ante um aumento de 6,02% na primeira quadrissemana de maio.
"O comportamento dos preços do vestuário está fora do padrão", afirma Heron. Na sua avaliação, isso mostra que os lojistas optaram por vender a nova coleção com preços não tão elevados para poder ampliar o volume de negócios.

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