ALIMENTAÇÃO - Feijão vai para mesa até nas festas
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sábado, 22 de março de 2014
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Garantir arroz e feijão todos os dias na mesa não é fácil para quem trabalha o dia inteiro e ainda tem que pensar no cardápio diário. Por isso, a auxiliar de limpeza Angélica Bispo de Oliveira Silva, de 37 anos, estabeleceu um cronograma para preparar o feijão maravilha que faz a alegria da família. Às segundas e quintas, ela cozinha meio quilo do alimento e congela para os outros dias.
Para não se sobrecarregar, ensinou os filhos Jéssica, de 22, Ana Carolina, de 17, e Paulo Henrique, de 14, a cozinharem. O marido Odair Aparecido da Silva também entra na dança e vez ou outra escolhe o feijão e põe de molho para apressar o cozimento. O caçula Daniel, de 4, já ensaia os primeiros passos na cozinha. A neta Alice, de 2, é a maior beneficiada, porque pode contar com arroz, feijão e salada fresquinhos todos os dias.
Na família de Angélica, feijão vai para a mesa até em datas comemorativas. "No meu aniversário fiz cassoulet, à base de feijão branco", conta. Quando tem churrasco, a família também não dispensa o marronzinho que sobrou na geladeira. "Meu pai e minha mãe fazem questão", diverte-se ela, que sempre ofereceu batata amassada com cenoura e caldinho de feijão como a primeira papinha dos bebês.
O segredo para um feijão bem temperadinho foi aprendido com a avó. "Frito alho e cebola em uma frigideira, misturo um pouco de caldo, fervo e só depois acrescento na panela. Aí tampo e deixo 'engrossar'", revela. Com o arroz e feijão todos os dias na mesa, ela fica tranquila em relação à saúde dos filhos e da neta. "Tem proteínas e ferro", diz.
A família de Natália, de 30, e Marcelo Scapelatto, de 38, tem hábitos bem diferentes. Além de não terem o costume de sentarem todos à mesa para comer, eles mesclam uma alimentação baseada nos pratos tradicionais com produtos industrializados. Natália e a filha Gabriela, de 15, usam suplementos alimentares e consomem sanduíches naturais e omeletes.
O hábito, segundo a mãe, foi adquirido quando faziam dieta. "Hoje, se como muito arroz e feijão, fico estufada e não me sinto bem", conta. As meninas Isabela, de 8, e Rafaela, de 6, almoçam e jantam todos os dias uma marmita de arroz, feijão e carne trazida do restaurante do pai, que, por sua vez, faz todas as refeições no próprio estabelecimento comercial. "Cozinhar é complicado, quem trabalha não dá conta", acredita Natália, que é confeiteira. Apesar de não se alimentar de arroz e feijão, ela faz questão de oferecer estes alimentos às filhas menores durante a semana. "Final de semana é diferente, a gente come lanches, pizzas e fast food", diz.
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