Aliança já cumpriu seu papel, diz Jereissati
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quinta-feira, 24 de junho de 1999
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 25 (AE) - O governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), disse hoje que a aliança partidária que dá sustentação ao governo do presidente Fernando Henrique Cardoso já cumpriu o seu papel e os partidos não devem fazer indicações para uma provável reforma ministerial. "O presidente dá suas diretrizes e cabe aos partidos segui-las", afirmou. "Se o PMDB quiser ficar de fora é problema dele." Para Jereissati, "a decisão de escolher ministros é exclusiva do presidente que deve tomá-la com base na competência e não em indicações partidárias."
Jereissati é de opinião que a reforma ministerial "pode não ser necessária, mas é oportuna". Acredita que o PSDB não vai fazer indicações ao presidente e ressaltou depois que não estava falando pelo partido, já que não é seu presidente. "Mas vou fazer o possível para que essa posição prevaleça", garantiu."A reforma política deve servir à governabilidade e não a interesses partidários", comentou o governador.
"Se a nomeação dos ministros prejudicar as alianças do governo, deve prevalecer a competência dos escolhidos e não o partido a que eles pertencem, pois alianças existem para favorecer a governabilidade e não para fazer imposições."
Segundo ele, os partidos podem desejar, mas nunca indicar os ministros. "Se a aliança trouxer problemas para o governo, ela deve terminar, pois sua função é de sustentação e não de imposição."


