Aliança, de oposição, apresenta plataforma eleitoral.
Buenos Aires, 25 (AE-AP) - A Aliança oposicionista apresentou hoje (25), num teatro de Buenos Aires, sua plataforma eleitoral para as eleições presidenciais do próximo dia 24 de outubro. O documento, uma forte crítica à administração do presidente Carlos Menem, defende "um crescimento produtivo com justiça social" dentro do conceito da "terceira via", impulsionada na Europa pela social-democracia. O texto diz que manterá o sistema de conversibilidade, que estabeleceu paridade entre o peso argentino e o dólar.
As linhas gerais traçadas para a economia, caso a oposição chegue ao poder, estabelece que impulsionará o crescimento sustentado, políticas específicas de emprego, defesa das pequenas e médias empresas e desenvolvimento das economias regionais, além de ter como meta a duplicação das exportações. Diz o texto que "o Mercosul será a prioridade fundamental da política externa da Argentina".
A Aliança, cujo candidato é Fernando de la Rúa (UCR) e o vice Carlos Alvarez (Frepaso), defende também estreitar os laços com a Bolívia e Chile no âmbito do Mercosul e elaborar uma "política de Estado" com o intuito de recuperar as Malvinas, em poder da Grã-Bretanha. Em relação aos Estados Unidos, a Aliança quer relações "maduras", abandonando o "alinhamento automático" impulsionado pelo governo Menem.
No campo social, a oposição pretende "diminuir o desemprego e o subemprego em menos de um dígito". A taxa chegou a 18,6% há dois anos, caiu para 13% e atualmente está subindo de novo, segundo os últimos dados oficiais. A Aliança respeitará a privatização dos serviços públicos feitos pelo governo Menem mas se compromete a "proteger os interesses dos usuários".





