Aliados estão propensos a adiar votação da MP
Brasília, 19 (AE)- As lideranças governistas na Câmara estão propensas a adiar a votação da medida provisória que fixou em R$ 151,00 o valor do novo salário mínimo, porque não acreditam que conseguirão mobilizar suas bancadas suficientemente de terça para quarta-feira da próxima semana, dia 26, data marcada para a votação da MP pelo plenário do Congresso.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), está neste momento reunido com os líderes do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA); do PFL, Inocêncio Oliviera (PE); do PSDB, Aécio Neves (MG)
e do PPB, Odelmo Leão (MG), para tentar desarmar a votação da medida provisória. É que a base governista não está segura de que conseguirá garantir a aprovação da MP dos R$ 151,00 no dia 26. "A base não está unificada para votar", afirmou o líder do PMDB, Geddel Vieira Lima, momentos antes de entrar para a reunião no gabinete de Temer.
"É um assunto polêmico, e é impossível mobilizar as bancadas ao longo da próxima terça-feira, praticamente 12 horas antes da votação", sustentou, anunciando que iria defender, na reunião, o adiamento da votação, que, segundo ele, já conta com a simpatia também dos demais líderes governistas. Geddel adiantou ainda que, se as lideranças não conseguirem convencer o líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), também presente à reunião e que foi quem marcou a data do dia 26 em comum acordo com o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e as oposições, as lideranças governistras vão usar todos os recursos regimentais para obstruir os trabalhos. "Não vou votar para satisfazer a oposição. Não tem motivos para seguir orientação do PT. Não tem que acompanhar e nem dar satisfação ao PT", disse Geddel, ao avaliar que as bancadas ligadas ao governo precisam ser melhor trabalhadas para votar esta matéria.





