Aliados defendem convocação de Malan no final da CPI
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domingo, 09 de maio de 1999
Por Claudia Carneiro 
Brasília, 10 (AE) - Para enfrentar as pressões pela convocação do ministro da Fazenda, Pedro Malan, o comando político da CPI do Sistema Financeiro passou a defender a presença do ministro no final dos trabalhos da comissão. "Eu acho que ele tem que vir", disse hoje o presidente interino da CPI e um dos defensores do governo nessas investigações, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF).
O senador Arruda afirmou que a presença de Malan na CPI é fundamental para que o ministro apresente suas propostas objetivas sobre mudanças na legislação, na conclusão dos trabalhos. "O ministro Malan será convocado pela CPI, mas terá de vir no final, para falar do Banco Central e do mercado financeiro, de suas propostas de nova legislação e de como estreitar a relação entre Executivo e Legislativo para melhorar essa legislação", reforçou presidente do PMDB e autor da CPI, senador Jáder Barbalho (PA).
O presidente da CPI garantiu hoje que colocará em votação o requerimento do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) para convocar Malan "no minuto seguinte" ao parecer dado pelo relator João Alberto (PMDB-MA). O requerimento foi encaminhado hoje a João Alberto, que não adiantou quando daria seu parecer.
Alguns governistas preferem votar já o requerimento para derrubá-lo e votar em seguida, ou mesmo depois, um novo requerimento para que Malan vá à CPI sem a exigência de defrontar-se com o caso Marka-FonteCindam. "Eu não faço disso um bicho de sete cabeças", resumiu José Roberto Arruda, ao afirmar que o próprio Suplicy defende a ida de Malan ao final de todas as investigações.


