Londrina – Banho de piscina, balões, comida farta, música e muita alegria. O tempo ajudou e o sábado foi leve para os voluntários, assistidos e familiares da Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia). A confraternização de fim de ano reuniu cerca de 200 pessoas em uma propriedade à margem do Lago Igapó, conhecida como Chácara da Dinda, na zona leste de Londrina. Marcada para o final da tarde, a grande atração era a presença do Papai Noel, com muitos presentes para a garotada. Mas ainda havia tempo para fazer muitos pedidos ao Bom Velhinho, que, por certo, vai repassar boa parte das demandas para o poder público. A expectativa é que a solicitação seja atendida em 2014, na comemoração do Jubileu de Prata (a Alia foi fundada em 1989).
"O município tem R$ 2 milhões depositados em uma conta bancária para reforçar as campanhas de prevenção. Parte disso é recurso federal. Este montante não pode ser utilizado por causa de entraves burocráticos", revela o produtor de eventos Paulo Wesley Faccio, educador social que é voluntário na entidade. "Estes recursos seriam fundamentais para o atendimento dos chamados grupos prioritários, que tem uma rotina noturna e por isso não são alcançados pelo trabalho do poder público, mais concentrados em horário comercial", explica.
A Alia trabalha com um conceito mais abrangente de atendimento e entende que a prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) vai muito além do que propagar a necessidade do uso do preservativo. "Fazemos um trabalho com famílias que enfrentam vulnerabilidade social, que precisam sobretudo recuperar a autoestima, com novas oportunidades de renda", conta o relações-públicas. Um dos exemplos é o Lindonas, projeto que atendeu 357 mulheres este ano que passaram por cursos de depilação, design de sobrancelhas, maquiagem, manicure e pedicure.
Ontem, uma das pessoas mais felizes da festa era a empresária Raquel Moretto, anfitriã que classificou o momento como "indescritível". Durante todo o ano, ela atendeu na sede da entidade, na Rua Leila Diniz, no Conjunto Vivi Xavier (zona norte), cerca de 700 pessoas com problemas físicos e emocionais aplicando a técnica da terapia floral e disse esperar que a Alia tenha um ano de muito trabalho e que conte com apoio de outros empresários.
Uma pedreira que estava na festa com o filho de 14 anos, ambos soro positivo, disse à FOLHA que deve muito à Alia. "É o amparo da gente. É a nossa base. Nosso alívio. Porque o preconceito ainda é muito grande".

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