O gerente de Assuntos Corporativos do laboratório Brystol (B-MS), Antonio Carlos Salles, disse ontem que a instituição decidiu suspender o aumento que seria praticado neste mês em parte dos cerca de 120 medicamentos produzidos pela empresa.
Salles afirmou que o ministro José Serra manteve uma conversa com o gerente-geral do laboratório. ‘‘Nossa posição foi rever e suspender os aumentos, embora não houvesse entre os medicamentos a serem reajustados nenhum entre os mais populares e embora o laboratório não pratique aumentos desde agosto de 99’’, afirmou Salles. Segundo o Ministério da Saúde, estavam previstos aumentos para 24 remédios do Brystol.
A Indústria Química e Farmacêutica Schering-Plough confirmou em nota à imprensa que tomou ontem a decisão de retroagir os preços de 14 de seus medicamentos para os valores praticados em 14 de junho passado. ‘‘A empresa continua a acreditar que tais reajustes são necessários, mas a decisão de ontem deve ser interpretada como uma colaboração ao esforço que o Ministro José Serra, está fazendo para reorganizar o setor da sa© úde no País’’, diz a nota.
O laboratório Novartis afirmou, por intermédio da sua assessoria, que os aumentos acumulados desde 99, citados como abusivos por José Serra, foram acordados com o ministério no ano passado, desde a desvalorização do Real. Este ano, a empresa alega que já reduziu o preço de 12 produtos. O aumento de 8% do Tegretol - medicamento para epilepsia - que está na lista do ministério, estaria sofrendo uma reestruturação de preços. Ou seja, uma das apresentações do remédio terá aumento de 8%. Outras duas terão redução de 33,75% e 25,5%, respectivamente.
Representantes dos laboratórios Merck Sharp, Knoll, Glaxo-Wellcome, Aventis Farma, Bayer e Eli Lilly não foram localizados. (A.F.)

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