Ao contrário do que se propaga, o escrivão Vandecir dos Reis Loução, conta que a ideia de que os cartórios faturam muito não se enquadra às serventias judiciais. ''Os cartórios judiciais são os 'primos pobres'. Tem serventias em algumas cidades que não conseguem nem pagar as contas. Isso porque, todas as despesas são por nossa conta, do salário dos atendentes à caneta que vão usar. Apesar de eu ter recebido a designação, não recebo nada do TJ''. Em seu cartório trabalham 18 funcionários, todos em regime CLT, que cuidam de cerca e 18 mil processos.
''Acredito que o correto é que os cartórios judiciais, hoje com escrivães que passaram em concurso, fossem sendo estatizados conforme a morte dos titulares.'' Assim, o judiciário trabalharia de forma híbrida até que todas as Varas, atualmente privatizadas, fossem vagando para concurso público.
Cartório estatizado
Há cerca de um mês funciona o 1º e 2º Ofício de Fazenda Pública de Londrina. Os dois cartórios são estatizados, ou seja, todos os funcionários são servidores públicos - do escrivão titular, agora chamado de gerente de secretaria, aos atendentes. Enquanto em um cartório privatizado o número de funcionários é maior, nestes, apenas oito pessoas cuidam de todos os processos. Além do grande volume de processos, que já chega a 6 mil em apenas 30 dias, falta estrutura básica como prateleiras e armários. A estimativa é que até o fim do anos, cerca de 50 mil processos estejam tramitando nas duas Varas. (M.T.)

mockup