O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou uma nova concentração de algas tóxicas na localidade conhecida por Benito, na baía de Guaraqueçaba, em sobrevôo realizado na última sexta-feira. Outros três pontos críticos já foram localizados (Guapicu, Ilha Rasa e Medeiros). As algas do tipo Heterosigma cf. carterae vêm causando a mortandade de peixes há cerca de três semanas.
O gerente do Ibama de Paranaguá, Lício Domit, disse ontem que o órgão vai continuar monitorando a região e, na próxima terça-feira, fará nova coleta de amostras da água, de ostras e, inclusive, camarões. A partir dessas análises será definido se a pesca vai ou não ser liberada a partir do próximo dia 23, como estava previsto inicialmente.
Domit revelou que o Ibama está importando um ‘‘padrão’’ da França para que a Universidade do Vale do Itajaí (Univale-SC) possa identificar qual o grau de toxina encontrado nos moluscos.
Ainda segundo Domit, a floração desse tipo de alga pode se tornar comum em Guaraqueçaba, depois dessas ocorrências. Por isso, o Ibama está formando uma equipe para monitorar permanentemente a região.

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