Algas do Tietê prejudicam geração de energia em Jupiá
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terça-feira, 09 de fevereiro de 1999
Por Antônio José do Carmo 
Jupiá, SP, 09 (AE) - A hidrelétrica Engenheiro Souza Dias - usina de Jupiá - a segunda maior unidade geradora paulista, localizada no extremo noroeste do Estado, está com 40% de suas máquinas paralisadas há quase uma semana por causa do excesso de algas e outras vegetações flutuantes que estão desaguando no rio Paraná, vindas do Tietê.
O diretor de geração e distribuição da Companhia Energética de São Paulo (CESP), Reinaldo José Rodrigues de Campos, disse que das 14 máquinas que compõem o conjunto gerador da hidrelétrica, 6 foram paralisadas por causa do excesso de massa verde que desceu do rio. Uma delas já voltou a operar, mas há ainda cinco turbinas esperando reparos para retomar a produção. Cada uma delas produz 111 mil quilowatts de energia.
A queda de produção em Jupiá, segundo Campos, está sendo suprida por Itaipú e pelas usinas do sistema CESP no Estado de São Paulo. Para Campos, não há motivo de preocupação porque o País não enfrenta problemas com excesso de consumo de eletricidade. Mesmo assim, equipes de emergência trabalham na recuperação das máquinas.
Diariamente são retirados das grades de tomada dágua das turbinas até 50 caminhões de massa verde. Essa vegetação é responsável pelo rompimento das barras de proteção que devem evitar a entrada de elemento sólido nas hélices do gerador.


