Rio, 17 (AE) - O programa Alfabetização Solidária começa a ser implantado nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro com a promessa de alfabetizar 20 mil pessoas. Criado para diminuir a média nacional de analfabetismo - 12% dos brasileiros com idade entre 15 e 19 anos não sabe ler nem escrever -, o projeto atinge a 581 municípios do norte e nordeste. "No Rio e em São Paulo, a média de analfabetos é de 4 6%, mas o número absoluto é grande por causa da dimensão populacional", disse a coordenadora executiva nacional do programa, Regina Esteves.
Regina lançou o projeto hoje no Rio, onde 14 universidades foram credenciadas para identificar "bolsões de analfabetismo"
treinar alfabetizadores e levar os cursos às comunidades. São 34 instituições em São Paulo. "No nosso programa, não é o aluno que busca a escola; identificamos onde há maior concentração de analfabetos e levamos o curso até eles", explica Regina. O Alfabetização Solidária vai abranger a periferia dos grandes centros, num raio de 100 quilômetros. "Onde não há escola, procura-se espaços alternativos", diz a coordenadora.
Cada aluno custa ao programa R$ 34,00. Metade desse valor é bancado pelo Ministério da Educação. O restante será captado através de doações de pessoas físicas. Empresas foram deixadas de fora para não prejudicar o trabalho realizado no norte e nordeste do país. "Lá a falta de capital é maior e a visibilidade para a iniciativa privada é menor; se abrirmos o sudeste para as empresas só vai haver interesse nesta região", disse Regina.
Além do alfabetizador, treinado pelas universidades, os alunos do Rio e de São Paulo vão contar com a figura do "dinamizador cultural", que vai promover visitas educativas e passeios culturais. "Ele vai identificar a vocação da comunidade, seja para a música ou para o esporte, e desenvolver trabalhos nessa área", afirmou a coordenadora.

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