Brasília- A cada ano, ocorrem no Brasil cerca de 240 mil internações para tratamento de complicações de aborto - uma das principais causas de mortalidade materna entre as brasileiras. Os dados foram apresentados pela diretora da organização não-governamental Ipas Brasil, Leila Adesse, durante o seminário internacional Reforma Legal para Avançar na Proteção dos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil.
O encontro é promovido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, em parceria com a Fundação Ford e com a Ipas Brasil, que desenvolve um trabalho voltado à saúde reprodutiva da mulher. De acordo com Leila Adesse, a cada ano são realizados cerca de um milhão de abortos no país, o que faz com que a curetagem pós-aborto seja o segundo procedimento obstétrico mais realizado nos serviços públicos de saúde, após o parto. ''O aborto inseguro tem um custo alto não só para a vida das mulheres, mas também para o nosso sistema de saúde. Dados do SUS (Sistema Único de Saúde) apontam que foram gastos quase R$ 36 milhões para o tratamento das complicações derivadas do aborto inseguro'', disse.
Para a diretora, ''nenhuma mulher com uma gravidez indesejada deve correr risco à sua saúde unicamente por não ter uma opção''.(Agência Brasil)

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