Curitiba - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) escalou equipes plantonistas para supervisonar 24 horas por dia as condições da pista da BR-116, que funciona nos dois sentidos na ponte intacta sobre a represa Capivari-Cachoeira.
''Estamos preocupados com as condições da ponte. Determinei o acompanhamento diário para que possamos tomar atitudes rápidas em casos de acidentes ou desmoronamento de parte da pista'', afirmou ontem o inspetor Adriano Furtado, chefe da delegacia 71 da PRF, que cuida deste trecho da rodovia.
A preocupação dos policiais rodoviários tem razão de ser, segundo a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Desde o acidente ocorrido no dia 23 de janeiro, quando parte da ponte, que fica na pista sentido Curitiba-São Paulo, caiu, técnicos do Centro de Desastres acompanham a instabilidade do terreno onde a ponte foi construída. Na última segunda-feira, eles fizeram uma nova avaliação do local e comprovaram que ainda existem riscos de desmoronamento por conta da instabilidade do solo.
''A situação continua delicada. Verificamos trincas e rachaduras no chão que cresciam em questões de minutos. Uma delas chegou a desmoronar. Pelas medições feitas, a massa de terra apresenta sinais graves de movimento'', pontuou o engenheiro civil Mauro Lacerda, integrante do Centro de Desastres e diretor do Setor de Tecnologia da UFPR.
Lacerda afirmou que parte do terreno que está amparando a ponte sobre a BR-116 tem risco de cair. Com isso, um novo acidente com vítimas poderia ocorrer. ''O reflexo de um desmoronamento deste seria a abertura de uma cratera na pista antes da ponte que poderia consumir pelo menos três caminhões. A solução seria parar o tráfego imediatamente e interditar a rodovia'', sugeriu o engenheiro. No acidente da ponte que caiu, uma pessoa morreu e três ficaram feridas.

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