O Pa­ra­ná re­gis­trou a pri­mei­ra mor­te de den­gue des­de o co­me­ço da di­vul­ga­ção dos bo­le­tins in­for­ma­ti­vos da doen­ça, em agos­to de 2011. Se­gun­do os nú­me­ros da Se­cre­ta­ria Es­ta­dual de Saú­de (Se­sa), a ví­ti­ma foi um ho­mem de 72 ­anos, mo­ra­dor da ci­da­de de Ja­gua­pi­tã (Nor­te).
  Ele apre­sen­tou sin­to­mas de den­gue no úl­ti­mo dia 4 e mor­reu ­dois ­dias de­pois. Con­for­me a equi­pe mé­di­ca que aten­deu o pa­cien­te, ele era hi­per­ten­so e con­vul­si­vo e, ape­sar dos es­for­ços, evo­luiu pa­ra a mor­te rá­pi­da. No pe­río­do an­te­rior, de agos­to de 2010 a ju­lho de 2011, fo­ram re­gis­tra­das 15 mor­tes em to­do o Pa­ra­ná.
  A Se­sa in­for­mou que se­gue mo­ni­to­ran­do to­dos os ca­sos con­fir­ma­dos da den­gue e re­for­ça que os sin­to­mas da doen­ça se as­se­me­lham aos de ou­tras doen­ças, co­mo a gri­pe. ‘‘In­fe­liz­men­te ti­ve­mos es­te ca­so em Ja­gua­pi­tã, sem­pre que­re­mos evi­tar que os ca­sos che­guem nes­ta gra­vi­da­de. A den­gue é uma doen­ça evi­tá­vel e es­ta­mos tra­ba­lhan­do na pre­ven­ção e com­ba­te do mos­qui­to. Acon­te­ce que to­dos os mu­ni­cí­pios tam­bém têm que fa­zer a sua par­te, não dei­xan­do de la­do os cui­da­dos só por­que as tem­pe­ra­tu­ras caí­ram. Tem que ser um es­for­ço ­constante’’, des­ta­cou Se­zi­fre­do Paz, su­pe­rin­ten­den­te de Vi­gi­lân­cia em Saú­de da Se­sa.
  De acor­do com o úl­ti­mo bo­le­tim, qua­tro mu­ni­cí­pios ain­da apre­sen­tam cres­ci­men­to nos ca­sos de den­gue: Ja­gua­pi­tã, Al­to Pi­qui­ri (No­roes­te), Boa Vis­ta da Apa­re­ci­da (Oes­te) e Ban­dei­ran­tes (Nor­te Pio­nei­ro). O to­tal de re­gis­tros da doen­ça no Es­ta­do che­gou a 1.691. No in­for­ma­ti­vo an­te­rior es­te to­tal era de 1.361. A ci­da­de com ­mais ca­sos con­fir­ma­dos é Fran­cis­co Bel­trão (Su­does­te), com 462; se­gui­do de Ja­gua­pi­tã (185), com um au­men­to de 242%; e To­le­do (Oes­te), com 122 re­gis­tros. De­pois apa­re­cem Al­to Pi­qui­ri, com 108 ca­sos, Foz do Igua­çu (Oes­te), com 92, Lon­dri­na (84) e Dia­man­te do Nor­te (77), no No­roes­te.

● A palavra dengue tem origem espanhola e quer dizer ‘‘melindre’’, ‘‘manha’’. O nome faz referência ao estado de moleza e prostração em que fica a pessoa contaminada pelo vírus causador da doença


● Forte dor de cabeça; dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos; perda do paladar e apetite; manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores, entre outros


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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