ALERTA - Doenças cardiovasculares matam 17 milhões ao ano
A notícia de que sofria de miocardiopatia dilatada (uma dilatação no coração) pegou de surpresa o corretor de seguros Marcos Perez, de 60 anos. Após três dias sofrendo com fortes crises de falta de ar, ele resolveu procurar o médico no início da semana. Nunca imaginei que teria uma doença cardiovascular. Sou uma pessoa muito ativa, sempre pratiquei atividades físicas e vou ao médico com periodicidade, afirma.
Em 29 de setembro, quando é o Dia Mundial do Coração, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo. A cada ano 17,3 milhões de pessoas morrem vítimas de doenças do coração, sendo que 80% desses óbitos são registrados em países de renda baixa ou média. A estimativa é que, em 2030, o total de mortes possa chegar a 23,6 milhões.
Para o cardiologista Marco Antônio Fabiani, de Londrina, hipertensão, diabetes, sobrepeso, sedentarismo e alimentação inadequada estão entre os fatores de risco para doenças cardíacas. Mais de 50% da população adulta no Brasil apresenta sobrepeso. É um dado preocupante, aponta.
Para ele, a solução é investir na prevenção. Deveriam existir mais políticas para alertar sobre os riscos da obesidade e facilitar a consulta médica no Brasil, cobra, destacando que com os eficientes recursos de diagnóstico e os medicamentos disponíveis no mercado é possível reduzir a incidência da doença.
● Ausência e/ou diminuição de atividades físicas ou esportivas; é considerada como a doença do século, associada ao comportamento cotidiano decorrente dos confortos da vida moderna
● Doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue; nome de origem grega significa sifão, referindo-se à perda excessiva de água pelos rins quando se tem a doença





