Brasília, 04 (AE) - O governo federal anunciou hoje o aumento médio de 9,95% nos preços dos óleos combustíveis da Petrobras. O reajuste é inferior ao permitido pela lei: poderia chegar a 13,2%. O óleo combustível é utilizado pela indústria e sua política de preço ainda está vinculada ao gás natural.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o reajuste "só reduz a defasagem acumulada da Petrobras, que foi de 41,6% em relação aos preços internacionais desses produtos". O reajuste do óleo combustível não implicará alteração nos preços dos demais derivados de petróleo, como combustível automotivo e nafta petroquímica.
O governo ainda não prevê aumento do preço dos combustíveis, mesmo com a subida do preço do óleo no mercado internacional e a variação do dólar em relação ao real. Segundo a Assessoria de Comunicação do ministério, o reajuste do óleo não significará aumento do preço do gás, que já havia sido revisto em agosto.
Foram majorados os preços do óleo de baixo e alto teor de enxofre (BTE). O último aumento, de 13,02%, ocorreu em 1º agosto. De acordo com o ministério, até setembro a Petrobras deixou de aplicar sobre o preço dos óleos combustíveis o reajuste de 25%. Essa decisão da empresa causou a perda de R$ 43 milhões em faturamento.
A regulamentação específica para os óleos combustíveis, estabelecida pelos Ministérios de Minas e Energia e da Fazenda, a correção dos preços pode ser feita mensalmente, de acordo com a variação de preços no mercado externo e pela variação da taxa de câmbio. Como os preços do gás e do óleo estão vinculados, o governo ficou de apresentar nova metodologia para os dois insumos até o fim deste mês.
A política adotada pelo governo nos últimos meses é tentar promover reajustes nos preços abaixo dos aumentos dos óleos combustíveis no mercado internacional. Segundo o ministério, a Petrobras poderia aumentar o o óleo em 13,2% em 1º de outubro, mas decidiu aplicar apenas 9,95%. A mesma política foi adotada em agosto em relação ao preço do gás natural, cuja correção foi menor do que a variação dos preços internacionais.
Em agosto, os preços dos óleos combustíveis da Petrobrás
segundo o ministério, encontravam-se "significativamente abaixo das várias alternativas de importação, sejam da Argentina
Venenzuela, Colômbia ou do Caribe".

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