àleo vaza e poluui 3 km de praia no RS12/Mar, 18:39 Por Sandra Hahn Porto Alegre, 12 (AE) - Cerca de 18 mil litros de óleo cru vazaram no sábado, quando eram transferidos de um navio petroleiro para o Terminal Almirante Soares Dutra (Tedut), da Petrobras, em Tramandaí, no litoral gaúcho. O óleo atingiu a costa à noite e foi percebido na manhã de hoje. O derramamento causou uma mancha de aproximadamente 3 quilômetros na praia Jardim do Éden, em Tramandaí, o balneário mais populoso do Estado - a 125 quilômetros da capital. A areia atingida estava sendo retirada hoje à tarde. A Petrobras previu que a operação de limpeza deveria se prolongar durante a noite. A companhia informou que o acidente foi causado pelo rompimento de uma conexão de borracha do sistema de transferência de combustível. O navio petroleiro, de bandeira norueguesa, transportava 60 milhões de litros de óleo importado da Venezuela para o Tedut. Como é monitorado, o processo foi interrompido no instante em que começou o vazamento, explicou o superintendente da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Hildo Francisco Henz. O Tedut recebe o óleo e o envia para a Refap. O combustível que estava na linha de transmissão foi sugado para o terminal. Depois de interromper o bombeamento do óleo por quatro horas por causa do acidente, a Petrobras concluiu o processo de transferência às 10 horas de hoje. O defeito que provocou o derramamento não é comum, conforme Henz mas vai inspirar novos cuidados. "Vamos testar o equipamento com mais frequência para garantir que não ocorram falhas", observou o superintendente. Henz disse que o equipamento é novo e tinha sido testado e aprovado. A Petrobras mobilizou 60 pessoas para fazer a limpeza da costa. A areia manchada estava sendo retirada por duas retroescavadeiras e seria transportada em três caminhões até o terminal. O óleo poderá, provavelmente, ser reaproveitado. Henz afirmou que a área foi sobrevoada e não havia manchas de óleo na água. "O óleo foi todo para a praia", acrescentou. O coordenador da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) no litoral, Glauco Ferrassi Duarte, disse que não tinham sido encontrados animais mortos hoje. "Por enquanto, identificamos surfistas com manchas de óleo no corpo", afirmou. Duarte disse que a fiscalização do vazamento cabia ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), já que foi registrado no oceano, mas a recuperação da costa estava sendo acompanhada pela Fepam. "Aguardamos um boletim oficial da Petrobras sobre o acidente", observou.

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